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Publicado a 26 de Agosto 2026

A relevância da comunicação na construção de valor e de confiança

A necessidade de qualidade da informação comunicada atravessa setores, sendo premente para marcas, empresas e governos.

Legenda: Fotografia de Milos Luposina, na Unsplash

A comunicação é essencial às organizações, nomeadamente no que toca à construção de reputação das marcas e, por isso, a qualidade da informação comunicada torna-se central.

A diretora de comunicação da Bridgestone para a região Sudoeste da Europa, Constanza Pasqual del Pobil, em entrevista à Marketeer, apontava que “a comunicação é o ativo intangível mais valiosos das empresas e, embora ainda exista um caminho a percorrer, é cada vez mais reconhecida como uma função estratégica que deve estar integrada na tomada de decisões. As organizações que reconhecem esta realidade conquistam uma vantagem competitiva significativa. A comunicação permite compreender melhor os grupos de interesse, antecipar riscos reputacionais e ajudar a construir consenso interno e externo em torno dos objetivos do negócio”. Além disso, quando questionada sobre a o impacto da exigência dos consumidores na definição de estratégias de comunicação, Constanza Pasqual del Pobil referia que “os consumidores estão muito mais informados, são mais críticos e mais exigentes. Isso obriga-nos a ser (ainda mais) transparentes, coerentes e rigorosos. Já não basta comunicar compromissos; é preciso mostrar resultados e apresentar provas. A autenticidade tornou-se um requisito imprescindível”.

Além de ficar saliente a importância da comunicação para as organizações, as perceções da diretora de comunicação da Bridgestone destacam componentes e indicadores da qualidade da informação institucional (como articulados pelo Barómetro para a Qualidade da Informação) nomeadamente: a credibilidade e confiabilidade; a transparência e rastreabilidade dos processos, além da precisão.

A crise de insularidade – de falta de confiança na diferença – para a qual aponta o relatório do Edelman Trust Barometer (2026), segue-se a uma quebra de confiança em figuras tipicamente associadas a informação credível. Nesse sentido, avaliar a qualidade da informação de diferentes tipos de instituições e organizações torna-se premente. Exemplo disto é o trabalho de Moravcová (2026): num estudo sobre a transparência da comunicação estratégica de governos de vários países, percebeu-se que a transparência no que toca à comunicação estratégica é “sintoma de países prósperos e bem governados”.

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